MUITO CUIDADO!

 

Você pode estar vendo coisas que não existem; pode estar fazendo uma leitura errada e cometendo equívocos.

"É assim que eu penso e vão ter que me aturar" (frase perpetuada por Zagalo, ex-técnico da seleção brasileira de futebol). É fato que as pessoas estão cada dia menos interessadas nas opiniões dos outros. Cada um defende veementemente suas próprias convicções e pronto; certas ou erradas, o que importa é que são AS NOSSAS OPINIÕES que valem. O grande problema disso é que nem sempre somos capazes de fazer uma leitura acertada das situações que vivemos. Quem já não tomou uma decisão errada por achar que estava agindo corretamente? Algumas vezes somos capazes de apostar tudo em algo que achamos ser o certo, mas com o tempo percebemos que aquilo era um erro gritante. Isso porque não avaliamos uma situação por ÂNGULOS DIFERENTES; sequer admitimos a ideia de ouvir a opinião de outras pessoas.

Meu tio Vasquim, de Carangola, me contou um fato que despertou minha atenção. Há alguns anos um amigo chegou muito triste à sua sorveteria e disse que teria de amputar uma das suas pernas. Eles conversaram durante um tempo e meu tio disse a esse homem: "Olha, se fosse a minha perna que estivesse em jogo, eu buscaria a opinião de outros médicos". Sim, claro, aquela amputação mudaria para sempre a qualidade de vida daquele homem. Pois é, foi o que ele fez. Viajou para outra cidade e refez todos os exames, com o acompanhamento de outra equipe médica. Para a alegria daquele pobre homem, ele NÃO PRECISOU AMPUTAR A PERNA, fez um tratamento, foi curado e até hoje vive normalmente em Carangola. Ou seja, ângulos diferentes fizeram toda a diferença na vida daquele homem. 

A imagem acima NÃO ESTÁ EM MOVIMENTO, mas provavelmente você seria capaz de jurar que sim. Esta é uma prova de que nem sempre as coisas são como enxergamos. Nossa leitura de uma situação pode, sim, estar equivocada. Podemos cometer erros com consequências irreversíveis se não estivermos dispostos a analisar outras opiniões e possibilidades.

Uma vez eu me lancei num empreendimento que, aos meus olhos, parecia absolutamente perfeito. Não conseguia enxergar qualquer possibilidade de não dar certo. Tudo estava SOB CONTROLE e o sucesso era uma questão de tempo. Eu tinha pensado em tudo, nos pequenos detalhes. Isso me dava uma sensação de controle absoluto; parecia que tudo estava nos alcance das minhas mãos. Bem, o resultado não foi tão bom como eu imaginei. A empresa me consumiu até às entranhas e eu tive problemas sérios, além de perder um tempão que poderia ter investido no Reino. A pergunta é: onde eu errei? Não foi preciso muito tempo para entender que eu NÃO BUSQUEI A OPINIÃO DE NINGUÉM, nem mesmo consultei ao meu Deus. Eu simplesmente fiz o que achei que deveria fazer e foquei minha atenção nos objetivos nobres que me impulsionavam; queria ter dinheiro para investir mais na Obra do Senhor e alavancar o trabalho da Igreja. Errei. Não busquei a opinião de administradores mais experientes, não busquei a opinião de vendedores, não quis ouvir quem já trabalhava no ramo, etc. Resultado: "dei com os burros n'água".

 

Às vezes você está vivendo uma situação complicada em família e se agarra às suas convicções, sem se importar com o que pensam aqueles que estão ao seu lado. Erro grave. Outro dia uma mulher, membro da Igreja, dizia ser vítima do marido, que ele era isso e aquilo. Conversando com as filhas dela eu pude detectar que o grande problema da família era a própria mulher. Ela não conseguia enxergar isso, mas estava provocando sua própria desgraça. Na visão dela TODOS ESTAVAM ERRADOS; ela não conseguia cair na real e perceber que o problema estava com ela mesma.

Outro dia eu estava dizendo para os meus pastores que nós precisamos vigiar, porque estamos rodeados de pessoas que gostam de nós e que aplaudem tudo o que fazemos. Isso é um perigo enorme. Corremos o risco de achar que somos bons e, com isso, nos tornarmos imbecis. Além de nos submetermos ao Espírito de Deus, tem que haver também a preocupação de avaliar friamente os nossos resultados, sentir o ambiente, sentir o reflexo do que fazemos, NAS PESSOAS. Não podemos descer do Altar achando que ministramos o melhor sermão do mundo, enquanto as pessoas pensam: "mensagem fraca, confusa; o pastor não está bem".

O PERIGO DO RASTREAMENTO DIGITAL

Você já deve ter notado que ao fazer uma consulta na Internet, passará a receber inúmeras propostas do mesmo produto que você procurou. Você vai abrir diversos sites diferentes e aquele produto vai aparecer lá. Isso ocorre porque quando você faz uma busca o sistema registra o seu interesse e isso gera a possibilidade de GANHO para eles. Essa "informação" é vendida para aqueles que têm interesse em lhe vender aquele produto. É isso que chamamos de rastreamento digital. Isso é perigoso porque passa a manipular a nossa mente, sem que percebamos. Veja o exemplo do Facebook: ele sabe quase tudo sobre você. Onde você mora, o que você faz, do que você gosta, o que você aprova, o que rejeita, etc. Essas informações (que você mesmo fornece) vão sendo guardadas num poderoso banco de dados e são usadas para lhe manipular. Se você, por exemplo, é contra o governo, naturalmente vai tendo ao seu lado pessoas que pensam tal como você. Se é a favor, vai acontecer o mesmo. Se você é evangélico, vai receber um monte de mensagens bíblicas dentro da visão evangélica; se você é católico vai receber mensagens relativas à fé católica. É assim que funciona. Então você fica com aquela sensação de que a maioria das pessoas pensa como você e NÃO ENXERGA O OUTRO LADO. Como fazer uma leitura correta da situação se você só consegue ver um lado e não o outro? Experimenta o YOUTUBE, por exemplo. Você abre um vídeo e depois outro e pronto: o YOUTUBE já sabe do que você gosta. Só vai aparecer vídeo que você gosta de assistir (ou da mesma linha de pensamento). Eles querem é "ganhar dinheiro" e descobriram um jeito de nos agradar para alcançar seus objetivos.

É muito interessante ouvir SEMPRE outras opiniões, saber o que as pessoas estão pensando, tentar enxergar as situações que vivemos com outros olhos. Nem sempre o que estamos vendo retrata a real situação, tal como na imagem que utilizamos nesta publicação.

Bispo Henrique de Paula - 14/01/2020

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